Um espectáculo de teatro como um concerto de rock, que desequilibra o emblemático texto de Jean Cocteau, um monólogo em que uma mulher fala ao telefone com o seu amante, que nunca ouvimos. No dia seguinte, ele irá casar-se com outra mulher. A chamada cai algumas vezes e a conversa é interrompida nos momentos de maior vertigem. No que é uma aparente banalidade doméstica, testemunhamos um verdadeiro “mise en abîme” desta mulher abandonada pelo seu companheiro.
Uma actriz, um microfone num tripé e uma guitarra. Uma voz que fala, grita, chora, geme, sussurra e esvai-se. A voz canta simultaneamente o inconformismo e a resignação, a revolta, o desespero e a fragilidade, num grito abafado de uma pessoa que luta para não se afogar.

Ficha Técnica

Texto Jean Cocteau
Encenação Patrícia Andrade e David Pereira Bastos

Interpretação Patrícia Andrade

Música/Sonoplastia Fernando Matias
Desenho de Luz Ivo Vieira
Assistente de Produção Tadeu Faustino
Produção e Comunicação TdE Mafalda Simões

Direcção Artística e Produção Teatro do Mar

Co-Produção produção Cine-Teatro Louletano e Teatro do Eléctrico

Apresentações

ESTREIA - Loulé Cineteatro Louletano 6, 7 e 8 Maio (2021)

Lisboa Primeiros Sintomas 13 a 23 Maio (2021)

Funchal Balcão de Cristal Maio (2021)

Sines M.A.R. - Mostra de Artes de Rua/Castelo de Sines Setembro (2021)

Outros espetáculos